A HIDROVIA

Nos últimos 50 anos, o Governo do Estado de São Paulo promoveu, nos rios Tietê e Paraná, a implantação de barragens equipadas com eclusas para permitir as embarcações vencerem os desníveis provocados pelos aproveitamentos energéticos. Conjuntamente efetuou a abertura de canais para melhoria das condições de navegação e sinalização da rota de navegação de todo o trecho. Consolidou, dessa forma, um sistema de transporte hidroviário interligado às malhas rodoviária e ferroviária. A Hidrovia Tietê-Paraná integra, portanto, um grande sistema de transporte multimodal, apresentando-se como alternativa de corredor de exportação – abrangendo os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, uma região de 76 milhões de hectares, onde é gerada quase a metade do produto interno brasileiro – conectando áreas de produção aos portos marítimos, e no sentido do interior, servindo os principais centros do Mercosul. Esse sistema hidroviário é administrado, no rio Tietê, pelo Departamento Hidroviário (DH), da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo, e, no rio Paraná, pela Administração da Hidrovia do Paraná (AHRANA) (www.ahrana.gov.br), vinculada ao Ministério dos Transportes.